São José da Ventania, Minas Gerais

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

SAIU DA PAUTA – ENTRENÃOVISTA – Para Carla Barbosa, do jornal Gazeta do Vale, em 25 de setembro de 2012


Carla Barbosa / Gazeta do Vale: Quantos anos você tem, formou-se em que e atualmente faz o quê?
Tenho 28 anos. Sou engenheiro agrônomo e, atualmente, trabalho na propriedade particular do meu pai e do meu tio, além de ser extensionista num centro de recuperação e num sítio.

Carla Barbosa / Gazeta do Vale: Gosta de escrever desde quando?
Não sei ao certo (por volta dos treze anos de idade), mas posso dizer, com certeza, que é desde quando eu comecei a escrever. 

Carla Barbosa / Gazeta do Vale: Sempre morou em Paraisópolis?
Não. Nasci em Itajubá. Morei em Pedralva até os oito anos de idade. Dos oito aos dezessete morei em Paraíso. Depois, um ano em Itajubá, cinco em Lavras, oito meses em São Paulo e dois anos na África (oeste, nordeste e sul da Tanzânia, principalmente; além de Etiópia por alguns dias somente a trabalho, numa região perto da Somália). Agora, dez anos depois de ter saído, estou de volta.

Carla Barbosa / Gazeta do Vale: O fato de gostar de escrever leva-o a classificar-se como?
Não me coloco como escritor, seja a categoria que for. Talvez, nesse sentido, eu seja apenas alguém que escreve e gosta de escrever. Vamos ver no que dá.
 
Carla Barbosa / Gazeta do Vale: Por que escrever textos que parecem verdade, mas não o são?
Vou contar como surgiu a idéia. Mas, antes, rapidinho, vou falar do meu site. Ele é mais meu xodó do que o blog desses textos a que você se refere. Em 2009, lancei meu site www.andalaquim.com, onde, pela primeira vez, passei a publicar meus poemas e, depois, textos de diferentes tipos (gêneros, é assim que se fala, né?). Está no ar até hoje. Pronto, falei. Foi rapidinho, não disse?
Em 2010, o que veio primeiro não foram as idéias dos textos que parecem verdade, mas sim a idéia de nome para um jornal de Paraisópolis: São Jornal da Ventanews, em alusão a São José da Ventania, um nome que Paraisópolis já teve (ou não). Aí, como eu não queria ter um jornal mesmo, comecei a fazer as notícias. Então, para que escrever textos que parecem verdade mas não são? Para preencher um jornal em cujo nome eu pensei e gostei. Só isso [risos]. Assim, nasceu o jornal, que está em http://ventanews.blogspot.com, com o lema “Jornalismo fictício, com os furos de notícias mais furados. Ficção jornalística, com os furos de notícias mais furadas.”. Aí, eu comecei a brincar com a mentira de uma forma verdadeira, já que muito se brinca com a verdade de uma forma mentirosa.

Carla Barbosa / Gazeta do Vale: O que as pessoas lhe falam sobre isso?
Não recebo muitos comentários. Tem pouquíssima audiência o blog.  Na verdade, recebi tão poucos comentários que dá para contá-los nos dedos. E esses não acharam muito normal, não. Normal isso [risos], afinal sou muito associado à loucura.

Carla Barbosa / Gazeta do Vale: Eu li Praia Paraíso. Você citou Avenida Paulista Mineira. Existem outros desse tipo?
A Roupa que Veste a Fé. E a Fé que Veste Roupa, Com Cosméticos e Com Comentários, Política – Eleições 2012 – Campanha, além de outras brincadeiras nas seções Vento & Venda e Brisa Boba, eu acho. Mas há outros textos (postagens) que são um misto de seriedade, crítica, brincadeira etc.

Carla Barbosa / Gazeta do Vale: E como surgem as idéias?
Essas umas observando o que está acontecendo.

Carla Barbosa / Gazeta do Vale: Muita gente acredita?
Não sei. Algumas sim, como uma jornalista paulistana que comentou sobre Avenida Paulista Mineira e um leitor de Paraíso, com cuja ingenuidade em acreditar nas postagens até brinquei no blog. Sinto-me, assim, com o dever cumprido [risos].


/-\|\||)/-\|_/-\(,)|_|||\/| ANDRÉ