São José da Ventania, Minas Gerais

sexta-feira, 23 de março de 2012

PERNÓSTICO E PERNETA

Ele se diz promotor do diálogo público, porém, é dono de um papo pernóstico e perneta. Pernóstico porque é chato mesmo. Perneta porque pende para um lado só. Eis um chato de galocha manca.
Paraisópolis esteve por vinte anos consecutivos em mãos gestoras perniciosas, para o qual parece ser, claramente, o lado que ele dá as mãos. Oposicionista à atual administração municipal, ele (des)ocupa-se de críticas às obras projetadas, em execução e concluídas, dizendo que é pouca coisa para o presente e muita coisa para o futuro, cunhando o então governo de “futurista”.
Quando se olha para alguns anos atrás e se vê como era a atuação do poder executivo municipal, faz sentido dizer que o atual governo é futurista, afinal, o ponto de comparação é a antiqüíssima política do pão e circo que foi praticada por vários anos pelas gestões anteriores e foi o único “muito presente” que eles deram, ou melhor, distribuíram, quer dizer, fizeram.  
Imagine você: herda-se uma casa bagunçadíssima em todos os sentidos e se quer morar nela. Primeiro, a organização, quando não a reforma, e, depois, a mudança e a melhoria. Alguém que se julga conhecedor de muitas coisas, intelectual etc. e tal, deveria ter a mínima noção de que desenvolvimento e progresso não se fazem da noite para o dia, principalmente quando os alicerces estavam podres, bem como cheio de construções obscuras.
E o que foi e está sendo feito em, mais ou menos, três anos e meio supera – e muito –, principalmente em qualidade e honestidade, o que foi feito só para aparecer pelas recentes gestões anteriores, caracterizadas pelo populismo barato, assim como é o jornalismo praticado por esse profissional. Barato, mas que tem o preço dele.
Pego, por exemplo, a Usina de Triagem e Compostagem, recentemente criticada por não estar, ainda, em funcionamento. Ficou pronta há alguns dias e aguarda alguma documentação para entrar em operação. Há alguns dias ela ficou pronta, mas por vários anos existiu (acho que ainda existe, pois a vi há poucos dias quando passei ao lado) uma placa com os dizeres “Futuras Instalações da Usina de Triagem e Compostagem”, sem algumas letras desde há bastante tempo. Graças às urnas, não se reciclou a antiga administração municipal. Escolheu-se uma matéria-prima nova, que fez as futuras instalações presentes.
Numa recente conversa informal entre mim e ele durante um cafezinho, uma pinguinha, um torresminho, frios e quitandas numa audiência pública na Câmara Municipal, ele me perguntou: “Por causa de que que você acha que Paraíso não vai pra frente?”. Respondo: “Por causa de pessoas como você, negativistas com pose de positivistas.”.
Na boa, vá arranjar o que fazer. Mas, por favor, assim como você cobra, vá arranjar o que fazer hoje. É o presente que nos dá.
É um zé no saco. O cara do contra, um zé antônimo. E tem que ter um saco tão grande pra agüentar que até arrebenta a braguilha. E o saco vai pelo chão arrastando barro.  


/-\|\||)/-\|_/-\(,)|_|||\/| ANDRÉ